9 de mai de 2011

Relato de Experiência

A Jovem Juliana Calza participou do Seminário para Jovens DESPERTAR DA NATUREZA DIVINA na academia de Santa Fé nos dias 30/04 e 01/05 e resolveu compartilhar conosco seu relato. Muito Obrigado

"Oi pessoal, tudo bem? Meu nome é Juliana, tenho 24 anos, sou formada em Direito e conheço a Seicho-No-Ie desde os 12 anos de idade, quando participei pela primeira vez de uma seminário na academia de treinamento espiritual de Santa Fé, apesar de já conviver com os ensinamentos há mais tempo, pois a minha avó conhece a filosofia desde a década de 1970.

Esse último final de semana eu passei na Academia de Treinamento Espiritual de Santa Fé. O título do Seminário foi "Despertar da natureza divina".

Aliás, o título do seminário foi inpirado no próprio lema da associação dos jovens da Seicho-No-Ie, da qual faço parte, que é o seguinte: "ILUMINEMOS O BRASIL, COM A FORÇA DOS JOVENS! DESPERTEMOS A NATUREZA DIVINA DE TODOS OS JOVENS DO BRASIL!"

Uma curiosidade interessante... um dos orientadores desse seminário, o Preletor Massato Yamaoka, que foi vizinho do meu avô! Eu e minha família conhecemos a esposa dele, que é cabelereira e amiga da minha mãe e minhas tias. Que interessante, né? Como Deus coloca as coisas em nosso caminho... Eu não sabia, mas ele é um preletor muito importante dentro da Seicho-No-Ie, já que foi um dos pioneiros da Associação dos Jovens. É um senhor de sorriso contagiante, muito humilde e sábio, com certeza. Me emocionei muito com as palestras dele.

A cada dia me conscientizo da nossa missão no mundo. A Seicho-No-Ie tem um ensinamento muito bonito e práticas muito interessantes. Eu já participei de diversos seminários e outras práticas, e cada um fez toda a diferença na minha vida. Esse seminário, em especial, me fez enxergar algo que eu já devia ter visto há muito tempo: há mais ou menos 8 anos atrás, quando eu ainda estava no colegial, passei por algumas situações que acabaram gerando ressentimento entre eu e uma amiga de escola. Eu já tinha feito muita oração pedindo perdão a ela e a Deus também, por ter magoado ela e por ter ficado também magoada com atitudes dela em relação a mim. Acontece, né? Apesar de muitos anos passados (quase 8 anos!! Em que boa parte deles eu passei orando por conta disso), aquela situação ainda incomodava bastante. FALTAVA ALGUMA COISA...

Lendo a Revelação Divina da Grande Harmonia (que começa assim: "reconcilia-se com todas as coisas do universo...") Escrevi uma carta para ela pouco antes do carnaval e iria enviá-la por email, já que tínhamos perdido o contato há muito tempo. Mas uma frase que ela escreveu na sua página na internet me deixou magoada, porque eu senti que ainda me culpava por tudo o que aconteceu. Alguns dias depois que voltei para Salvador, adivinhem quem eu encontrei em uma livraria? Ela, claro. Naquele momento eu senti que ainda precisava orar mais, pois senti uma raiva inexplicável (não sei se de mim ou dela... provalvelmente de mim mesma por não ter tomado a atitude de lhe pedir perdão pessoalmente, mas enfim), poucos dias antes da prova da 2ª fase OAB.  A partir daquele momento, minha consciência não parou de martelar: "vai lá, e pede perdão". Tive até um probleminha de ordem física, que eu achava que era pura consequência da ansiedade da prova...

Resumindo, passei o final de março e o  mês de abril me remoendo sobre essa situação. Nesse período, além do probleminha físico, eu não conseguia me concentrar, nem no trabalho, nem nos estudos, estava iritadiça e não sabia por quê.  (Até parei de ler a revelação da grande harmonia, que vinha lendo todos os dias junto com a sutra em agradecimento aos meus antepassados, porque estava incomodando ler sobre reconciliação quando eu tinha ressentimento guardado em mim...) Até que, depois de ler um trecho importante de um livro (que por sinal, eu recomento) que se chama NADA É IMPOSSÍVEL, de Ênio Maçaki Hara e Fábio Dummer Camargo (que também são dirigentes da Seicho-No-Ie), eu me lembrei porque vim a este mundo. Lembrei-me da minha missão como filha de Deus que sou e, principalmente, DE JOVEM.

Fiz o que o Mestre Masaharu Taniguchi nos ensina no LIVRO DOS JOVENS: tomei uma decisão: VENCERIA MEU MEDO, ULTRAPASSARIA O SENTIMENTO DE MÁGOA QUE NÃO ME PERTENCE MAIS, E PEDIRIA PERDÃO. 

Como, eu ainda não sabia, mas já tinha uma ideia de como isso seria possível. A partir do momento que tomei a decisão, fiz o que aprendi também na Seicho-No-Ie: QUEIMEI A PONTE QUE ACABEI DE ATRAVESSAR. Meu eu carnal pensou em desistir, em voltar atrás, em deixar pra lá, MAS EU, COMO FILHA DE DEUS, MEU EU DIVINO, JAMAIS ESMORECEU. JAMAIS DESISTIU. 

Essa decisão foi , tomada na sexta feira, antes de sairmos de Salvador para o Seminário. Foi lá na Academia, ouvindo os ensinamentos dos orientadores, que essa força de jovem, dessa decisão de superar o medo da rejeição, se tornou cada vez mais forte em mim, até porque, como eu disse, há muito tempo eu queria fazer isso por ela e por mim e nunca antes tinha tido a coragem de fazê-lo. 

AS PALAVRAS DO LÍDER DA ILUMINAÇÃO GIDELSON FORAM DECISIVAS: COMO DISSE O MESTRE, "TEMOS DE SER 100% MENTE E 100% AÇÃO". Foi aí que me dei conta do que estava faltando: a ação.

A prática da Seicho-No-Ie que me ajudou, que recomendo todos a fazer foi a purificação da mente, que fiz na Academia de Santa Fé. 

É bem simples, muitos até já devem conhecer, e não exige nada especial. O PROFESSOR MASSATO YAMAOKA, QUANDO ORIENTOU A PRÁTICA, DISSE QUE PODEMOS FAZÊ-LA EM CASA. É ASSIM: em uma folha de papel, escrevemos CRUAMENTE tudo de negativo que esteja no nosso subconsciente. Desaforos, medos, inseguranças, a raiva... cruamente, mesmo. Ninguém vai ler. Nem você, no momento que terminar. O importante é escrever com o sentimento de estar retirando aqueles sentimentos ruins de dentro de vc e tranferindo para o papel. Esses sentimentos podem ser de passado bem remoto, de qualquer situação negativa. Até algum sentimento da vida intra uterina, quem consegue se lembrar, etc, porque desde essa época já há vida, e consciência (pelo menos, no sentido espiritual).

Pega-se uma vela acesa, um pouco de sal, e, num recipiente que não pega fogo, queima-se o papel. Enquanto ele está queimando, mentalizar que aquelas negatividades estão se extinguindo, sendo purificadas pelo fogo. Joga-se um pouco de sal por cima (que tem propriedades purificantes) e, logo em seguida, fazer a leitura da sutra chuva de néctar da verdade, ou qualquer outra oração. O objetivo é extinguir o que é mal, expondo-o à luz e substituir por palavras e sentimentos positivos.

Resumindo, no dia 02/05/2011, eu mandei uma mensagem pela internet para essa pessoa pedindo perdão. As palavras nem saíram tão bonitas, bem simples, mas foram objetivas e de coração. Pedi perdão. 

Sabem o que aconteceu? Em menos de 15 minutos ela me respondeu, agradecendo a mensagem, dizendo que não guarda ressentimentos, pediu desculpas também se me magoou... e, no dia seguinte, o probleminha físico se resolveu, minha saúde está e ferro. Quem acredita em acaso, diz que é acaso. Eu acredito no poder do perdão...

Quero dividir essa experiência com vocês, porque ela pode ajudar qualquer pessoa que esteja passando por problemas semelhantes a sarar, resolver, se libertar, perdoar, não importa quanto tempo tenha se passado desde a situação que gerou o ressentimento.

TAMBÉM FIZ A ORAÇÃO PARA PERDOAR A SI MESMO E A MEDITAÇÃO SHINSOKAN PARA CONTEMPLAR A AURA SUAVE COMO A LUA CHEIA, QUE TAMBÉM TRATA DO PERDÃO.

Muito obrigada a todos que me auxiliaram, que me orientaram, dentro e fora da Seicho-No-Ie, especialmente a Aline, nossa Presidente, que me deu o empurrãozinho que faltava logo depois do seminário!"

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